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Fobia social – Não tenha medo de mostrar aos outros o que você tem de melhor.

Por Dr. Marcio Rogério Renzo

A fobia social ou transtorno de ansiedade social se caracteriza pela ansiedade irracional, medo, autoconsciência e constrangimento em falar em público, relacionar-se com outras pessoas, interagir. O foco de todo o problema é o paciente sentir-se avaliado o tempo todo.

Como ele sente que não atenderá às expectativas das pessoas, que agirá de forma ridícula ou sofrerá críticas ou será menosprezado, ele evitará ao máximo as interações, prejudicando-o em suas rotinas diárias. Para o fóbico social será um problema manter uma simples conversa, apresentar um trabalho, encontrar familiares, comer em um local público, etc. afetando-o em sua qualidade de vida pessoal e/ou profissional.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que

o Brasil seja o país mais ansioso e estressado da América Latina, acometendo cerca de 13% de sua população, ou seja, cerca de 26 milhões de pessoas. A fobia social representa parte desta população.

É importante deixar clara a diferença entre fobia social e timidez. A pessoa tímida, ela se deparará com a situação, mas conseguirá enfrentá-la. Como por exemplo: expor um trabalho – o indivíduo terá um pouco de comportamento ansioso, mas conseguirá expor. Outro exemplo: a pessoa se interessa por uma outra, ficará nervoso em dar o primeiro passo, mas irá conversar. Já o fóbico social sentirá dificuldade a ponto de o impedir e provocará um imenso sofrimento.

A fobia social dá indícios da sua instalação de várias formas, sejam elas no psicológico, como no físico também.

Os principais sintomas psicológicos são percebidos quando a pessoa demonstra uma timidez extrema; uma fuga de situações em que precisa se apresentar em público; medo do julgamento alheio e uma percepção irreal das capacidades dela.

Como vimos, ser tímido não é problemas, mas quando a pessoa tem dificuldade de encarar outra pessoa e sofre por esse motivo torna-se extremamente prejudicial. Em relação ao apresentar-se em público, o fóbico até realizará trabalho em grupo, porém é comum no dia da apresentação do trabalho ele faltar com medo de ser obrigado a apresentar. Outro ponto que pesa é a autoestima diminuída. O medo do julgamento alheio por ele achar que não atende às expectativas ou que não se adequa as normas do grupo, causa-lhe um sofrimento enorme, também. Ainda relacionado à essa baixa autoestima, o fóbico tende a ter expectativas muito baixas e, por conta disso, tem imaginações sobre o quê as outras pessoas acharão das atitudes dele, palavras, etc., pois entende que sempre irá errar e será ridicularizado por isso.

Como sabemos, os casos de transtornos ansiosos causam sintomas físicos nos pacientes e a fobia social é mais um caso.

Sintomas como náusea, suor excessivo, taquicardia, dores e diarreia são esperados.

A fobia social, como todo fator estressor, nos traz sensações como se estivéssemos nos preparando para reagir à uma situação de perigo e em cada pessoa estas sensações podem vir em uma intensidade diferente, ou seja, de forma mais branda ou de forma mais expressiva. Portanto, ao sentir esses sintomas procurem ajuda, pois em alguns casos podem se tornarem grave, principalmente se o paciente apresentar uma outra comorbidade.

Por falar em outras comorbidades, é muito comum que transtornos mentais venham sempre acompanhados de outros. A fobia social como um transtorno mental, pode vir acompanhado de outros, como: ansiedade generalizada, depressão, síndrome do pânico, agorafobia e alcoolismo.

É importante deixar claro, quanto a diferença entre a fobia social e a agorafobia. Apesar de nos dois casos a pessoa querer fugir do grupo ou da situação que a coloque frente à multidão, na fobia social o paciente teme o julgamento; o medo está no que as pessoas vão pensar dela. Já na agorafobia, o indivíduo tem medo de não conseguir sair daquele ambiente, ficar preso na multidão. É essencial diferenciar ambos transtornos, para que se tenha um tratamento adequado.

O tratamento indicado para a fobia social está na terapia e no tratamento medicamentoso, portanto, é indicado um tratamento multidisciplinar para melhor atender aos cuidados com o paciente. A terapia é excelente pois através de técnicas de relaxamento, treinamentos de habilidades, a exposição gradual ao do paciente ao seu temor e a reestruturação cognitiva que permitirão ao paciente que ele se reconstrua, preparando-o para eventos futuros, de forma que ele não venha a sofrer.

Ao perceber as situações apresentas, procure um profissional qualificado para melhor atendê-lo!

Agora é só mostrar o que você tem de melhor!

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