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Dismorfia Corporal – Como você se vê?

O transtorno dismórfico corporal ou a dismorfia corporal ou simplesmente TDC é caracterizado pela preocupação da pessoa com um ou mais defeitos em sua aparência física, que não é aparente ou aparente ligeiramente para as demais pessoas. Essa preocupação deve causar incômodo à pessoa, causando-lhe sofrimento significativo, incapacidade de interação social, ocupacional, acadêmica ou qualquer outra forma que a influencie negativamente. Os pacientes com a dismorfia corporal acreditam equivocadamente que as pessoas ao redor estão observando-as e tecendo comentários ruins sobre seus “defeitos”, zombando.

Alguns comportamentos são observados repetida e excessivamente nesses pacientes, como: olhar no espelho, comparar sua aparência à de outras pessoas, observar variações de tamanho de partes do seu corpo (como orelhas, nariz, mamas, glúteos, pernas, etc...), higiene e roupas, etc. Em homens há um destaque para a comparação relacionado à musculatura e magreza.

É importante destacar que os comentários que

esses pacientes fazem a seu próprio respeito vêm acompanhado de expressões, como: horríveis, deformadas, repugnantes, feias, etc., sempre de modo depreciativo. Este comportamento é mais comum nas mulheres, porém também afeta homens. Cerca de 1,7 a 2,9% das pessoas tem esse tipo de transtorno.

Outros comportamentos compulsivos podem ser observados, como o de higiene excessiva que chegam a causar escoriações na pele (tentam remover os defeitos), puxar ou arrancar os cabelos, trocar de roupas, usar chapéu, deixar a barba, enfim tentam camuflar seus defeitos. Muitos desses comportamentos trazem insegurança aos pacientes, que buscam muitas vezes o isolamento social, que nos traz outra preocupação: a depressão e as ideações suicidas. Cerca de 80% das pessoas que possuem este tipo de transtorno têm esses pensamentos e cerca de 30% efetivamente atentam contra a própria vida.

O transtorno dismórfico corporal tem uma relação muito próxima aos transtornos alimentares (principalmente a anorexia nervosa) e ao transtorno dismórfico muscular (também conhecido como Vigorexia), que atinge principalmente os homens. Este transtorno causa a insatisfação com a aparência muscular, fazendo com que o indivíduo busque meios extremos para que sua formação muscular aumente, porém sem sucesso, pois nunca atingem suas próprias expectativas.

Outro ponto, apesar de não se ter muitos estudos que tratam sobre a influência das redes sociais neste tipo de transtorno, pode-se deduzir que elas também podem contribuir para que surjam comparações e afete ao paciente.

O Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é o líder mundial em cirurgias plásticas em jovens. Nos últimos 10 anos houve um aumento de 141% nos procedimentos em jovens de 13 aos 18 anos.

É importante citar estes dois fatores, pois o paciente de TDC tende a se comparar com imagens de celebridades em revistas (mais antigamente) e em redes sociais, este comportamento até recebeu um apelido: “A Dismorfia do Snapchat”. O profissional de saúde deve estar atento, pois muitas vezes os padrões de belezas buscadas por esses pacientes nunca serão atingidos. Hoje os filtros de aplicativos estão tão avançados que distorcem a imagem real das pessoas e tais alterações não são viáveis cirurgicamente falando, além de expor o paciente à risco desnecessário, caso queiram realizá-las.

Portanto, devemos estar atentos a esses comportamentos e ao percebermos que estão ocorrendo com frequência, procurar um profissional habilitado.

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